Posted by: Rosangela | 22-06-2008

Batizado de Rafaela

O batizado da minha sobrinha Rafaela aconteceu na missa deste domingo. O dia estava claro e ameno e, apesar de ela estar muito agitada, deu tudo certo e a cerimônia foi bem bonita. O Jon e eu fomos os padrinhos. Sou madrinha pela segunda vez; meu primeiro afilhado foi o meu sobrinho Rodrigo, que tem hoje 15 anos (como o tempo passa rápido!). O Jon é padrinho pela primeira vez e ficou bem emocionado.

Batizado

Fiquei lembrando da manhã do batizado do Rodrigo. O dia também estava bonito e ameno e ele, tão pequeninho, tão educado, esperou pacientemente a cerimônia terminar. A Rafaela, como todas as mulheres de minha família, tem aquele gênio forte e só faz o que quer. Muito inquieta, não sossega um só minuto.

Batizado

Depois da cerimônia, fomos comemorar com o almoço oferecido pelo meu pai, nosso mestre-cuca oficial, e a famosa mousse de limão da minha sista, que faz o maior sucesso sempre!

Posted by: Rosangela | 21-06-2008

My Blueberry Nights

Não direi uma única palavra sobre este filme, apenas deixo a dica e depois vocês me dizem o que acharam, combinado? :)

Posted by: Rosangela | 20-06-2008

Dinheiro na mão é vendaval

Sempre me vi meio revoltada com o capitalismo e com o valor que o dinheiro tem nas sociedades modernas. Mas, desprendidíssima dos quinhões monetários, não fazia muita diferença estabelecer limites para os presentes, agradinhos, coisinhas aqui, coisinhas ali. Esta semana, vi-me afundada num monte enorme de dívidas e senti o peso do capitalismo. A pessoa vale quanto tem na carteira e na conta corrente.

Howard Sokol

Os bancos inflacionam nossas dívidas em porcentagens incalculáveis. Eu odeio conta. Mas nem sempre foi assim. Quando somos meros estudantes e o dinheiro da bolsa de pesquisa nos é tão rico que ouvir sobre os milhões que os senadores ganham nem faz diferença; temos gastos controlados e tudo certo na ponta do lápis. Esta semana, fiquei sabendo que se nossa dívida no banco é “pouca”, o banco simplesmente se recusa a nos ajudar a saná-la. Dificulta-se tudo, todos os esforços que podemos fazer para não ter dívidas aqui e ali. Nunca vi isso de achar interessante as pessoas deverem.

Dívida é coisa que me dá ânsia. Adoro comprar e poder pagar o mais rápido possível. E pessoas como eu não são interessantes para as financeiras. Aos devedores de milhões sim, muitas propostas são feitas, muitas “saídas” são organizadas. Isso dá asco. Você tem seu salário e é um ótimo pagador, mas isso para o sistema capitalista é péssimo. O certinho tem que se tornar um devedor compulsivo para ter a possibilidade de ser bem visto, bem quisto e conhecido entre os clientes.

Não sou uma devedora compulsiva, mas sou sim uma compradora compulsiva, o que é meio caminho andado para todas as financeiras me adorarem. Shame on me! Não me orgulho nada disso e agora, além de abominar o sistema capitalista, abomino a mim mesma por endossá-lo.

Posted by: Rosangela | 17-06-2008

Meu mundo das pesquisas

Não pensei que o tempo do meu doutoramento fosse passar tão rápido. Parece que foi ontem que eu andava pela casa, ansiosa pelo resultado da seleção. Agora, já estou no terceiro semestre (1 ano e meio!) de minhas pesquisas. Acho que é exatamente agora que cai a fichinha e a gente sente a responsabilidade toda desse nosso árduo e encantador mundo das pesquisas.

(c)Rosangela Neres

Tenho amado cada minuto dessa experiência marcante e inesquecível. As disciplinas ainda não terminaram; tenho mais um semestre pela frente com, no mínimo, umas duas disciplinas para finalizar. Daí, será dedicação exclusiva ao meu idolatrado To the Lighthouse, apesar de as leituras específicas já terem começado desde o projeto. Minha orientadora disse uma vez que “devemos amar incondicionalmente a pesquisa que estamos desenvolvendo”. E é verdade, verdadeiríssima.

Às vezes, a falta de inspiração para a escrita é desperadora e a gente sente um buraco embaixo de nossos pés que parece não ter fim. Mas as leituras insistentes nos devolvem a caixinha dourada das melhores palavras e daí só precisamos utilizá-las bem, mexê-las, remexê-las, acrescentar um pouco de poesia, uma dose de subjetividade, pitadas de ironia, cápsulas de imagem. Sinto-me ansiosa e rechonchuda (culpa exclusiva dos chocolates, biscoitos, sorvetes..), introspectiva, solitária e, de certo modo, abandonada. O claustro acadêmico é assim, uma relação de nós conosco mesmo. Dá até medo passar o dia inteiro aqui trancada comigo mesma. Vejo como sou difícil, exigente, autocrítica, irritantemente organizada e pensativa. Tanto que, à noite, minha mente não desliga e fico imaginando, como a Lily Briscoe em relação ao quadro que está pintando, se eu não deveria “mudar todas as coisas de lugar”. A experimentação faz com que se perceba todas as posibilidades das coisas, e nos dá a chance de escolher a que for melhor, mais cuidada, mais adequada.

Eu gosto disso. Gosto de fazer experimentos, do quebra-cabeça de palavras e imagens e de imagens sem palavras, mas que “falam” por si só nos silêncios eloqüentes de cores azuis, de ondas que beijam a praia, do lighthouse que não me deixa perder o curso da tese, mesmo que de vez quando eu decida mergulhar no fluxo da minha própria consciência em busca da inspiração que decidiu tirar folga, sem ao menos ser feriado.

Posted by: Rosangela | 15-06-2008

Formandos UEPB

Guardar (Antonio Cícero)

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Para a Turma 2004.2, que se forma agora em julho, estas palavras de certeza que sua trajetória e a poesia de seus atos e palavras nos quatro anos da graduação em Letras serão guardadas com muito carinho e sempre lembradas, principalmente os momentos que passamos juntos que, mesmo poucos, encheram meu coração de aprendizagem, paz e me resgataram a magia de ser professora.

Sorte e sucesso a todos!

Posted by: Rosangela | 13-06-2008

O Sonho de Cassandra

Family is family.. blood is blood.. (Cassandra’s Dream)

Terry (Colin Farrell) e Ian (Ewan McGregor) são dois irmãos que passam por uma situação inusitada. Ao conhecer a misteriosa atriz Angela Stark (Hayley Atwell), Ian fica perdidamente apaixonado pela bela jovem que acaba de chegar em Londres em busca de riqueza. Como os irmãos estão passando por problemas financeiros, eles decidem aceitar uma proposta cuja situação foge de controle. Este é o enredo básico do novo drama de Woody Allen para a telona, O Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream, EUA/ Reino Unido, 2008). O desenrolar da estória de Terry e Ian é de uma crueldade inacreditável, bem ao estilo Woody Allen de fazer cinema. Na minha opinião, excelente, mas é bom que todo mundo veja e tire suas próprias conclusões, porque eu sou fã de carteirinha do Allen.

Cassandra\'s Dream

Acho que todos lembram de Cassandra. Ela era a bela jovem troiana, filha de Príamo e Hécuba, que tinha o dom da profecia. Amaldiçoada pelo deus Apolo com o descrédito, ninguém acreditava em suas previsões. Ela teria previsto, na Guerra de Tróia, a derrota do reino de seu pai por causa do cavalo que abrigava os soldados gregos, mas como ninguém acreditou nela, Tróia caiu em profunda desgraça, sendo devastada pelos invasores gregos.

As relações que o filme tem com o mito? Só assistindo para saber. Garanto que vale o ingresso e ninguém sairá do cinema decepcionado. O filme inteiro é mais uma prova de como podemos ser, na pós-modernidade, vítimas de nossas próprias atitudes.

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