Fedra
Se eu já achava o mundo do teatro fascinante, imaginem agora com as aulas específicas sobre o texto dramático. Nossa, como é bom! Dizem que o acadêmico não consegue capturar toda a essência catártica da literatura, porque ele está sim preocupado com análise. Nem sempre, sabem? Acho que a gente pode apreciar a obra e, ao mesmo tempo, conhecer um pouquinho de sua constituíção, características, saber do que o texto “fala” e olhar para ele de um modo diferente.

Li a Fedra, do Jean Racine, nesta semana. Incrível! Nossa, como as heroínas das tragédias eram cruéis, e más e vis (a Medéia e a Electra que o mostrem!). Não sem total motivo, não sem razão. Não há ódio gratuito na tragédia. Mesmo que esse ódio seja o fio condutor do erro trágico, ele não acontece por nada. Isso é um diferencial importante com certeza porque, em nossa época, a tragédia é sempre vista de forma negativa. Agora, tive a curiosidade de ler a Fedra do Sêneca, que é ainda mais tragediosa.
Mesmo que não seja uma das leituras mais apreciadas pelo público em geral e muitos de nossos alunos, o texto teatral é muito especial e deveria sim ser mais valorizado. A Fedra do Racine é belíssima, em termos de retórica e construção temática do mito. Tem uma relação com as realidades dos sentimentos e comportamentos em relação ao outro, ao amor, à hierarquia. É o amor tolhido pelas circunstâncias, pelo proibido, pela posição social.
Essa é uma leitura que vale muito à pena e eu recomendo!













Cada vez mais me delicio com suas dicas e seus escritos!
Saudades, amiga!
não tenho o hábito de ler textos teatrais, mas aprecio demais assistir uma peça.
isso deveria ser mais incentivado nas escolas.
beijos, querida!