Com quantos “equívocos” apagamos um incêndio?!
Interessante como o destino negro de alguns facistas é de repente mudado por um certo jogo de empurra. Essas criaturas rastejantes e típicos exemplos do parasitismo social, que se alojam em qualquer fresta para que possam parasitar sem que sejam percebidas, se acham muito espertinhas.

O jogo de empurra é irmão da dissimulação. Começa assim: a gente coloca lenha na fogueira, sopra devagarinho, espera o fogo se alastrar e se estender e depois jogamos água nele. É o malabarismo de fazer parecer que tudo não passou de um acidente, de um engano, no qual o parasita responsável, de repente, parece até a vítima. E depois de tudo, quando se buscam explicações para os estragos do incêndio, ele simplesmente diz não ter visto nada e não saber de coisa alguma.
Às vezes, a estratégia torta dessas pessoas é até engraçada, porque não tem a menor criatividade. Enquanto parasitas, elas esquecem de que sempre deixam um rabo de fora, um muco, uma gosma amarela no local do crime. Daí, sempre se saberá do que elas fizeram no incêndio passado (a paródia não é mera coincidência). A máscara desses pequenos infelizes que têm medo do escuro (por isso talvez gostem tanto de acender fogueirinhas) sempre acaba um pouco chamuscada.
O bom de se “dividir” um incêndio com um parasita desses é que ele não engana ninguém. A gente até se queima, mas é ele que se torna vítima fatal de seus próprios equívocos.














Menina, vc escreve muito bem!!Excelente texto, bem escrito, claro. Parabéns!!!
As máscaras só serviam mesmo para a tragédia grega.
Muito bom! Destilar o veneno é muito importante e necessário.
Bjão!