Posted by: Rosangela | 11-05-2008

A minha mãe

Eis que chega o Dia das Mães. Eu poderia tecer aqui todo aquele discurso que adoro de que dia de mãe é todo dia, que não se deve lembrar da mãe só em um dia específico, que a homenagem às mães é geralmente ofuscada pelo consumismo desenfreado do mundo capitalista.. mas não. Vou apenas me render à comemoração e deixar rolar!

(c)Rosangela Neres

Dia das mães significa almoço de família. Meu pai cozinha, e otimamente. Comida farta, quentinha, substanciosa, acompanhada por um vinho tinto forte e doce. A comida dele deixaria a Babette no chinelo. Daí, junto com a comidalhada toda, tem também a conversa eufórica, os surtos de riso com as piadas de Geo, meu irmão, e as gracinhas graciosas da minha sobrinha Rafaela, que está falando pelos cotovelos, e repete até os palavrões pronunciados acidentalmente pelos outros no calor do vinho e da música, que varia do mais puro brega aos Românticos de Cuba.

É uma festa de família pequenininha, mas muito engraçada. O volume das vozes se altera para decibéis nunca dante imaginados e a gente disputa o resumo dos escândalos da semana noticiados na tevê. Minha mãe adora essa casa cheia de gente maluca que agora se reune ocasionalmente nas datas principais. O engraçado é que a minha irmã, que mora num bairro totalmente afastado, a visita mais do que eu, que moro a apenas 2 ruas dela. Ai, ai.. às vezes, a proximidade é inevitavelmente uma distância.

Encontrei, perdida entre as inúmeras caixas de pequenas coisas ao acaso, a foto de casamento dos meus pais. Achei-a muito linda para ilustrar como tudo começou; o primeiro passo da formação da família pequena e exageradíssima que temos hoje. Vejam a minha mãe! Nossa, ela sempre foi linda. A minha foto de casamento não chega aos pés daquele rosto angelical, delicado e calmo dela. Eu estava tão nervosa que acabei tirando fotos tensas, e ela.. parece tão descansada, tão transcendente no olhar para a máquina..

Comentei com Tânia (há 4 anos a chamo muito mais de Tânia do que de mãe; coisa da minha cabeça embevecida de pós-modernidade e que às vezes ela gosta e às vezes não) de como ela parecia tranqüila naquela foto e ela deu uma risadinha estridente e disse que ninguém reconheceria meu pai naquela foto. Foi engraçado. Acho que afinal de contas nossas mães sempre saberão tirar muito mais proveito da vida do que nós.

Parabéns, Mãe!

(c)Rosangela Neres

Respostas

Que gostoso…a gente tb teve um almoço em família ontem! Mãe é o maior tesouro que existe!
Boa semana!
Bjos,
Paulinha
http://booperfly.fairy-tales.com.br/

Você conseguiu dizer muito, sem exageros. Muito legal tudo isso. Foi uma pena que não estive presente, que saco!

Ah, na minha casa a euforia foi tão quanto, quase fiquei tonto com tantas conversas, que coisa; já não sou mais o centro das atenções e o engraçado é que não ligo. Pois reconheço meu espaço sem cobranças e chatices, minha mãe é para todos, também com sete filhos!

Foi bom matar saudades depois de dois meses que não tinha um encontro com todos.

Sua mãe, D.Taninha é uma graça multifacetada; pense numa figura que adoro.

Na fotinha de casamento ela parecia ser de porcelana.

Bjão!

Leave a response

Your response:

Categorias