
O Victor Hugo passa agora grande parte do dia refestelado na janela do office. Fico pensando que, para ele, os carros na rodovia são como insetos enormes e velozes ou elefantes corredios, desbravando o mundo. Ele cresceu bastante, mas seu universo ainda é bem pequeno.
Quem sabe o que se passa na cabeçinha dos gatos. Felipe e Kel, meus ex-gatos, ainda se fascinam com as coisas mais simples e triviais, e brincam como se fossem filhotes. Felipe também tem adoração por janelas e passa horas contemplando as libélulas que voam de lá para cá. Acho que na esperança de que algumas delas pousem na rede de proteção.
Fico fascinada com esse mundo silencioso, reflexivo e aguçado dos gatos. A percepção do Victorio tem se desenvolvido bastante, e também a teimosia. Não há flor que páre nos jarros! E não há janela que ele não queira desbravar. Passa para a casa do vizinho, mesmo sem convite algum; busca um lugar de boa visão ou aquele cochilo despretensioso e imperturbável em cima da caixa do ar-condicionado…
E haja coração!
Postado em Insights




